Testar e testar outra vez

À conversa com a equipa

HISTÓRIAS DO SABER

Junte-se a nós numa conversa com a equipa sobre a importância de tentar destruir os nossos próprios produtos, de forma a obter os melhores standards de qualidade.

A equipa trabalha num novo molde no departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da fábrica da Sanitana.

O MATERIAL

Tornar o impossível,
possível

Encontramo-nos com Pedro Martins, o responsável pela industrialização de compósitos, e com Francisco Moura, o engenheiro de produção da secção do solid surface, que estão ocupados a orientar a equipa na produção dos lavatórios Velvet.

No departamento de Investigação e Desenvolvimento, eles começam por falar-nos sobre os potenciais constrangimentos que a equipa enfrenta ao começar um novo projeto. Tornar o impossível possível, dizem, é o mote da equipa.

À nossa volta podemos ver vários projetos (ainda secretos) em diferentes fases de desenvolvimento - alguns são novos conceitos, outros são experiências que testam e exploram as capacidades do material.

"Não há limitações, não estamos aqui para dizer não."

FRANCISCO MOURA

Enquanto caminhamos pela sala, ouvimos que é aqui o berço de todos os projetos. Rodeados por esculturas produtos atuais e futuros, é fácil perceber porque é que o designer recorre aos especialistas da fábrica durante as primeiras fases de desenvolvimento.

O Francisco acrescenta: "Fazemos o que é necessário. Não há limitações, não estamos aqui para dizer não. Temos uma abordagem orientada para o design e isso acabou por nos tornar mais criativos. Sinceramente, acho que é por isso que somos a fábrica de solid surface mais avançada do país.

Orgulho na perfeição

Para pessoas como o Francisco e o Pedro, o empenho constante em afinar processos é o maior estímulo à excelência e inovação. Ao longo dos anos, foram eles que promoveram mudanças que permitiram a adoção de novas tecnologias. Contudo, garantem-nos, o nível de investimento humano em cada um dos produtos em solid surface mantém-se.

Enquanto conversamos, paramos para ver um novo protótipo e o Pedro aproveita para nos explicar como a equipa debate cada detalhe. Como é que o material se irá comportar num ambiente húmido? Os produtos de limpeza irão afetar o acabamento da superfície? A lista de interrogações é claramente longa.

Eles sabem bem que o todo só funciona, se todas pequenas partes funcionarem bem em conjunto. E nisso, dizem-nos, o controlo de qualidade é uma parte fundamental do processo.

"Quando olhamos para o produto acabado, queremos ter uma sensação de orgulho, a sensação de um trabalho
bem feito."

PEDRO MARTINS

É por isso que, desde o primeiro dia, a Sanitana mantém uma política de verificação, sem exceção, de todos os produtos em solid surface. E verificar às vezes significa mesmo tentar destruir os nossos próprios produtos.

O Francisco e o Pedro levam-nos até às estações de trabalho do controlo de qualidade. Ficamos a um canto a conversar, enquanto olhos treinados verificam se ângulos e dimensões estão corretos, se a água fluí como deveria.

A seguir a tampa da válvula de descarga é cuidadosamente inspecionada, enquanto o Francisco nos explica que este é uma das últimas verificações antes do lavatório ser expedido. Muito antes desta fase, o Pedro explica, o material passa por aquilo que ele, na brincadeira, chama de salas de tortura.

Testes de impacto, horas e horas de choques térmicos, tudo o que pode ser ensaiado, é ensaiado. O objetivo é claro para Pedro Martins: “Quando olhamos para o produto acabado, queremos ter uma sensação de orgulho, a sensação de um trabalho bem feito”.